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Coluna | Entre o artístico e o técnico

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Seja uma pequena recepção ou uma grande festa, a produção de um casamento exige atenção e cuidado em muitos detalhes. Mesmo com ajuda profissional de um cerimonial, os noivos são exigidos todo o tempo porque, para muitas decisões, são eles que batem o martelo. Esta produção acaba por trazer um pouco de tensão e às vezes esgotamento, cansa mesmo, mas não se pode ter preguiça, ainda mais quando trata-se de escolher o DJ para o seu casamento.

Sempre sugiro aos noivos uma boa conversa com o DJ antes de, finalmente, contratá-lo. Se a distância não permite, ao menos uma conversa via Skype. Alguns poucos minutos de papo sobre o perfil dos convidados, as preferências musicais dos noivos e, principalmente, aquilo que eles não desejam ouvir terão como resultado um enorme sentimento de segurança e relaxamento para os noivos. E esta sensação de segurança não será de exclusividade deles.

Para o DJ a conversa também deve ser encarada como prioridade pois além de estreitar, minimamente, esta relação de confiança com os noivos, este papo o deixará mais tranquilo, afinal de contas, queremos agradar ao casal e que, durante a festa, eles estejam felizes e sem um mínimo de preocupação, principalmente com a música.

Mas uma coisa vem me preocupando ultimamente: tenho percebido que muitos casais procuram DJs que já incluam no orçamento a previsão de equipamento de som e iluminação para toda a festa. Compreendo que para os noivos pareça ser mais fácil resolver tudo numa tacada só, mas deve-se considerar algumas consequências sobre esta escolha, digamos, casada.

A primeira delas é comprar gato por lebre, isto é, sem a necessária e fundamental visita técnica ao espaço onde a festa será realizada, torna-se impossível dimensionar corretamente o que deverá ser utilizado. Isto implicará em pagar mais por uma listagem de equipamentos que talvez não fosse imprescindível para a ocasião ou, ao contrário, ter um descritivo de equipamento aquém do que seria efetivamente necessário.

Isto sem contar com um importante estudo espacial da festa que permitará aos noivos e ao cerimonial entender o desenho do local junto ao mobiliário e a definição do melhor lugar para o DJ e a pista de dança. Já vi DJs colocados num canto do cômodo com visão prejudicada para a pista quando o importante é o DJ ver todo o ambiente de festa e assim harmonizar o volume e suas escolhas musicais de acordo com a resposta dos convidados, estejam eles na pista ou não.

Mas, na minha opinião, o mais fundamental nesta discussão é que o DJ cuida do trabalho artístico, sua interação, organização e entendimento sobre as músicas para a festa e com olhar atento à pista, sem perder o foco no seu objetivo. Som e iluminação adequados contribuem muito para um bom resultado do trabalho do DJ, mas não deveriam, em hipótese alguma, serem responsabilidade dele. Isto é uma questão técnica e deve ser entregue à técnicos dedicados para esta função. E esta responsabilidade técnica para a ser também do DJ quando é descrita na proposta de orçamento. Ainda que o DJ venha a contratar uma equipe terceirizada para esta função, em qualquer problema ele pode vir a ser responsabilizado.

Da minha parte, prefiro sempre indicar algumas empresas que confio para que o cliente possa fazer sua escolha de forma independente ou até mesmo uma outra empresa de inteira confiança dele. Toda e qualquer equipe trabalhará em cima das necessidades técnicas específicas de cada DJ em adequacão ao espaço em que a festa será realizada. Além disso, terão profissionais gabaritados para resolverem qualquer problema de ordem técnica e, eventualmente, elétrica.

Então vamos à festa! Não vou falar de novidades e sim de um clássico da telona, o filme “500 Days Of Summer”, de 2009, traduzido para “500 Dias com Ela”. Tom, o personagem do ator Joseph Gordon-Levitt, apaixona-se por Summer, interpretada pela atriz e cantora Zooey Deschanel, a despeito da descrença dela no verdadeiro amor. A trilha sonora original alterna momentos de ternura com outros mais festivos incluindo, interpretações de Carla Bruni, Regina Spektor e Leslie Feist, clássicos de The Smiths e Simon & Garfunkel, Meaghan Smith cantando docemente “Here Comes Your Man” e a própria Zooey Deschanel, na pele da dupla She & Him, com mais um clássico do Smiths. Mas a maior lembrança é o número musical em praça pública ao som de “You Make My Dreams”, de Hall & Oates, em que Tom dança e brinca pelas ruas após uma noite de amor com sua amada Summer.

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