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Coluna | Sigam-me os bons

música para casamento DJ Galalau

Lembra daquele ditado popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Pois peço licença para repeti-lo aqui como mantra. Escrevi muitas vezes sobre diferentes situações que contribuem ou não para o sucesso das festas de casamento com a pista repleta de amigos e familiares na maior animação. Os fatores são muitos e eu mesmo senti isto na pele, não na pele de DJ e sim na de noivo!

Há pouco mais de um mês, me casei com a Julia sob um enorme gazebo rodeado por um lindo jardim com piscina, montanhas e muito verde. Chama-se Galeria Jardim, em Ilha de Guaratiba. Escolhemos este local porque procurávamos uma atmosfera bucólica, como um casamento na fazenda, para recheá-lo de peças com referências vintage e românticas. Era perfeito para os nossos sonhos de casal. Mas, desde o início, eu desconfiava que ali a pista não iria “bombar”. E eu sabia disto porque venho tratando deste assunto em diferentes textos aqui no Colher de Chá.

A dificuldade começaria pelo horário escolhido, entre 15 e 21h, porque sabidamente a luz do dia tende a inibir um pouco mais as pessoas. Mas ainda assim, haveria metade da festa acontecendo no período noturno o que acabou contribuindo para a pista esquentar. Outra questão era a amplitude do espaço, um local sem paredes onde 1.000 pessoas poderiam se movimentar livremente pelo enorme jardim. O que diria então de 100 convidados, o nosso número exato?! Para as crianças que corriam de um lado para o outro, foi um prato cheio, já imaginávamos o quanto seria divertida toda esta liberdade. Porém, fiquei muito surpreso porque nesta primeira metade de festa as crianças foram as mais atuantes na pista.

Tínhamos três DJs com perfis musicais diferentes e que se encaixaram perfeitamente na proposta que tínhamos planejado. No início, momento em que os convidados se encontram e conversam enquanto dão as primeiras beliscadas e goles, o jazz vintage foi a trilha sonora. Como haveria uma dança do casal, escolhemos o momento de transição entre um DJ e outro já planejando que a festa começaria pra valer a partir dali, afinal quando os noivos abrem a pista é o melhor sinal para todos se aproximarem. Música brasileira veio na sequência, mas a pista demorou a “pegar”. Menos pela música e sim porque ainda restava um pouco da luz do dia e o fator primordial: o casal não permaneceu na pista por muito tempo.

Pois é, já falei sobre isto aqui, a força de atração são os noivos. Ainda mais dentro das condições descritas anteriormente, um local muito amplo para determinado número de convidados e à luz do dia. E é por este motivo que citei o ditado popular acima: o DJ, aqui no papel de noivo, é que “vacilou” e não foi pra pista com a galera. A noiva se esbaldou mas eu, naturalmente e sem perceber, passei um enorme e prazeroso tempo conversando com praticamente todos que nos acompanhavam, um legítimo cicerone. E quando, finalmente, me dei conta e decidi dançar com o rock correndo solto, faltavam poucos minutos pra festa acabar.

Então lembrei do que sempre ouvi de outros casais: aproveite porque as horas passam voando! Assim foi mas sem nenhum arrependimento. Pelo contrário, pude acompanhar de perto a alegria de amigos e familiares em partilharem este momento conosco. E todos se divertiram pra valer, principalmente a noiva, a pessoa quem eu mais queria ver feliz naquele momento. Afinal, a festa é do casal mas feita para os seus convidados e a noiva é a rainha!

Pra finalizar, deixo aqui duas sugestões musicais de épocas e estilos completamente distintos, mas igualmente propícias para os momentos a dois. Primeiro, o rei da soul music, James Brown, no disco “The Amazing James Brown”, de 1962. De saída, dois petardos românticos “Just You and Me Darling” e “I Love You, Yes I Do”, seguidas pelo blues “Come Over Here”, “Love Don’t Love Nobody” e “Dancin’ Little Thing”, estas últimas para sacudir o esqueleto. Já para ficar no aconchego e trocando carinhos, recomendo o EP “Thinking In Textures” (2012), do australiano Chet Faker. É um disco sem muitas variações de andamento flutuando entre o downtempo e o trip-hop, muito cool e sexy. Destaque para a faixa “No Diggity”, composição do grupo americano Blackstreet que, em 1996, chegou ao primeiro lugar da Billboard Hot 100 desbancando o longo reinado do sucesso pop “Macarena”.

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