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O amor não é destino, é caminho

O amor é sempre no tempo presente, o único tempo que existe. O amor, mais do que projeção ou promessa, é a materialidade do agora. Então o amor sacraliza o simples, valoriza o singelo e torna extraordinário aquilo que é comum. O amor não é a chegada, mas a partida e o trajeto; não está lá, mas aqui; nem está na frente, mas ao lado. O amor é artesanal, feito com carinho. É dia após dia, porque é o caminho.

A ideia de amor como caminho não significa perda de perspectiva ou deixar de planejar o futuro. Também não quer dizer que promessas são desnecessárias. Muito menos significa falta de romantismo. Amor como caminho é a expressão daquilo que se manifesta nos detalhes cotidianos da vida: num café da manhã, numa conversa ao final da tarde, num colo para descansar o corpo ou em um “boa noite” antes de dormir. Amor como caminho é o casamento que se faz para além do evento ( certamente momento único, especial e inesquecível), mas que transborda para dentro do cotidiano. Porque o casamento vai se afirmando na construção cotidiana, cuidadosa e delicada da relação. Então o casal, na verdade, vai se casando ao longo da vida, pelo caminho da vida, no caminho!

O futuro só existe pela continuidade do presente! É preciso olhar para frente, mas sem esquecer de olhar para dentro e para o lado. O espetáculo da vida é a simplicidade de dormir e acordar ao lado de quem se ama. O extraordinário da vida não está num ponto futuro idealizado, mas no amor dia após dia concretizado. Como dizia o poeta: “caminhante não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”, então afirmo que só há amor no ato de amar. Portanto fica o singelo conselho aos leitores e leitoras: Amem, caminhem, cultivem e construam. Façam um caminho de amor, ou melhor, façam do amor o caminho. Quando menos se perceber, ele terá sido o destino.

Seja moderninho case por amor
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