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Método de fabricação de espumantes

A principal diferença entre os espumantes é definida através do método no qual ele é fabricado, principalmente em sua segunda fermentação, chamada de “tomada de espuma” pelos enólogos. Mas qual seria o melhor método? Dependendo do tipo de espumante desejado e o estilo da festa, um método de fabricação específico é recomendado, por isso é tão importante experimentar as bebidas que serão levadas para a festa e compará-las antes da compra.

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Para entender melhor como essa questão funciona, vamos conhecer um dos métodos usados: o Champenoise.

Método Champenoise

Este método de elaboração de vinho espumante chama-se, também, de “tradicional” ou “fermentação na garrafa”, e foi desenvolvido na Região de Champagne, na França. Seu vinho base geralmente é elaborado com uvas Pinot Noir e Chardonnay, mas, dependendo da região, também pode ser elaborado com outras variedades. Seu licor de tiragem é elaborado com vinho base adicionado de leveduras selecionadas e açúcar refinado na proporção necessária para atingir, na fermentação, pressão de 6atm (aproximadamente 24 gramas de açúcar por litro).

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Uma vez adicionado o licor de tiragem, ele é engarrafado. A seguir, coloca-se um opérculo plástico na garrafa para sedimentar as leveduras durante a remoagem, fechando-a com uma tampinha de metal. A segunda fermentação é realizada em garrafa fechada e dá pressão ao espumante, cerca de 1,5% de álcool a mais que o teor existente no vinho base e dióxido de carbono. As garrafas devem ser colocadas em uma cave climatizada a 10ºC durante um período de aproximadamente 60 dias, até concluir a fermentação.

Terminada essa etapa, a garrafa tem uma pressão interna de aproximadamente 6atm e o espumante fica turvo devido às leveduras que realizam a fermentação. Após esse processo, as garrafas são colocadas em estivas, que são pilhas de garrafas deitadas umas sobre as outras, e separadas por pipas de madeira. Essa etapa é realizada em cave climatizada com temperatura que varia de 15ºC a 18ºC. As leveduras vão liberando substâncias, responsáveis pelo caráter desse tipo de espumante. O tempo necessário para o envelhecimento é de, no mínimo, oito meses, que pode se prolongar por vários anos.

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Após o envelhecimento do espumante, as garrafas são colocadas de pescoço para baixo, em estruturas chamadas pupitres. Esse período dura aproximadamente 20 dias, no qual as garrafas são giradas um quarto volta, uma a uma, todos os dias. Depois, retiram-se com cuidado as garrafas dos pupitres, colocando-as em caixas de pescoço para baixo. Congela-se o pescoço da garrafa em máquina especial e, em outra máquina, retira-se a tampinha de metal. Imediatamente adiciona-se ao espumante o licor de expedição, que geralmente é composto pelo próprio espumante e açúcar em quantidade específica que determina o tipo de produto. Tampa-se a garrafa com rolha de cortiça especial e gaiola de arame e, a seguir, pode-se rotular a garrafa. Para estabilizar a pressão dentro da garrafa, é importante deixá-la pelo menos um mês em repouso antes de ser comercializada.

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