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Por que as pessoas se encontram?

By Posted on 3 m read

Setembro foi um mês e tanto. O novo mês das noivas, dizem. Foram 6 casais, 6 cerimônias e muita, mas muita história. Com todas elas, aprendo. Sempre. E ainda me surpreendo de vez em quando, ao realizar que sim, este é o meu trabalho: ouvir histórias de amor. Mas isso vocês já sabem. O que eu queria contar é por que a Tamara e o Daniel decidiram ficar juntos. Ou a Patricia e o Adriano. E ainda a Paulinha e o Lipe. Ou por que, por qual motivo, as pessoas se encontram.

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Créditos: Daniela Justos

Quando falo em encontro, não falo propriamente do momento em que duas pessoas se conhecem. Se no trabalho – dividindo um café no corredor – num grupo de amigos em comum ou até – nesse mundo moderninho em que vivemos – em territórios virtuais, isso pouco importa. O momento zero pode ser determinante, sem dúvida, e ainda render uma história deliciosa de ser contada, mas cada vez mais percebo que não é ele que faz uma trajetória ser mais ou menos nobre.

Encontrar algo pressupõe que haja uma busca. Direta ou indiretamente, consciente ou até inconscientemente. Mas o que exatamente estão todos buscando? Que respostas o encontro com o outro trará pra nossa própria existência? Elizabeth Gilbert, a famosa autora do tão famoso livro “Comer, Rezar e Amar” diz que todos buscam uma alma gêmea, como se esta fosse a sua combinação perfeita, mas, pra ela, o que a alma gêmea é, na verdade, é um espelho. Ela vem pra fazer você enxergar o que precisa ser mudado, pra revelar uma camada sua que você mesmo não conhecia, pra partir seu coração e deixar uma nova luz entrar. E então ela vai embora, não fica pra sempre e, não, não mesmo, não se configura no amor da sua vida. Apenas te coloca mais preparado pra essa busca verdadeira.

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Créditos: Marco e Mauricio Fotografia

Um encontro, um verdadeiro encontro de amor, vai um passo além disso. O que eu vi nesses casais de setembro e o que vejo na maioria das pessoas que conheço no trabalho é uma vontade de descobrir o seu propósito no mundo, somada a uma vontade de ajudar o outro a descobrir também o seu. Com isso, o casal entende que o propósito de um está intimamente ligado ao do outro, ao outro. E isso faz com que eles queiram ficar juntos. Não tem nada que aproxime mais duas pessoas do que querer descobrir e concretizar junto o que quer que seja seu papel, sua missão. Parece muito romântico? Me perdoem, não era a minha intenção, juro. É um raciocínio lindamente prático e eficiente, eu diria. Apenas acho que a melhor maneira de reconhecer um encontro amoroso é medir se esse encontro vem pra contribuir pra nossa evolução pessoal, pra evolução conjunta do casal, pra nos mover pra um lugar melhor e mais bonito nesse mundo. Duvide de um amor que não te faça evoluir, que não te faça caminhar pra frente. Acho que foi por isso também que a Carol e o Pedro se encontraram, a Letícia e o Leo, a Tati e o Neto. Porque amar é contribuir para o mundo. E eles estão contribuindo.

carol e pedro

O que eu desejo é que você não encontre a sua alma gêmea, mas que você encontre com você mesmo, com a melhor versão de si mesmo, através da outra pessoa. E no caminho até lá, que vocês se divirtam um bocado juntos. É só por isso que estamos aqui. 

XOXO
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1 Comment
  • Juliana
    3 de novembro, 2015

    Seu trabalho é lindo!! Parabéns! Quem fez nosso casamento foi minha irmã, com certeza uma experiência única da qual não me arrependo nem um pouco!