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A HISTÓRIA DO NATAL VICTORIANO

Para nós, famílias contemporâneas do século XXI, celebrar o Natal em grande estilo, com árvore de natal repleta de enfeites, luzinhas, ceia de guloseimas, muita demonstração de amor à família e amigos, além de muitos presentes, parece algo muito natural, como se fosse impensável imaginar que nem sempre foi assim. Mas a verdade é que celebrar o Natal como fazemos hoje é algo relativamente recente na História e ganhou o mundo há cerca de 150 anos. Mais precisamente, na Inglaterra, graças à família da nossa trend setter predileta, Rainha Victoria. Daí a expressão “Natal Victoriano“.

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– No começo do século XIX, o Natal não era uma festa com a importância econômica e o significado social que tem hoje. Outras datas religiosas como a Páscoa tinham uma importância muito maior no calendário cristão. Somente a partir da década de 1840 [ano do casamento da Rainha Victoria] o Natal começou a ganhar os contornos da festa que conhecemos atualmente, graças a Charles Dickens, Henry Cole e à família real inglesa. Quase tudo o que faz parte das tradições de Natal se mantém com poucas alterações desde a Era Vitoriana. Vale lembrar que no século XIX, a Inglaterra exercia o papel de modelo de gostos e comportamentos para os países que se queriam civilizados. Imitar os ingleses e franceses era ser chic – contextualiza Pauline Kisner.

RAINHA VICTÓRIA E A ÁRVORE DE NATAL

Quando se casou com o príncipe Albert, Rainha Victoria foi convidada por seu marido alemão a conhecer um pouco melhor os costumes da cultura germânica. E foi lá no interior do Sul da Alemanha que Victoria teve contato com uma tradição de natal típica da região: os pinheiros enfeitados com brinquedos e velas. Os pinheiros são típicos do norte da Europa e foi na Alemanha que a tradição de usa-lo como símbolo de fertilidade e prosperidade cristã já vinha desde a Idade Média.

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Gravura da família da Rainha Victoria em torno da árvore de Natal no castelo de Windsor publicada em 1848, na Illustrated London News

 

Em 1848, quando os filhos de Victoria e Albert ainda eram crianças, Albert reproduziu na Inglaterra a árvore de Natal que costumava ver em casa na sua infância alemã. A imagem da família real ao redor da árvore foi registrada em uma gravura e ganhou o mundo ao ser publicada na Illustrated London News. Vale lembrar que nesta metade do século XIX, o império inglês se estendia para diversas regiões do planeta, tendo tido esta imagem uma grande repercussão nos Estados Unidos da América. E mais uma vez, assim como no costume do vestido de noiva branco, Victoria não foi a “inventora” da árvore de Natal, mas, por sua grande popularidade, ao adotar este costume, ela o transforma em mais do que uma tendência, em uma tradição secular.

A DECORAÇÃO DO NATAL VICTORIANO

Na época do natal, as famílias daquela região colocavam um pinheiro em cima de uma mesa na sala e penduravam ali os presentes que seriam dados às crianças da família: biscoitos, frutas, brinquedos de madeira ou de ferro, e as velas, que simbolizavam a presença do espírito santo naquela noite. Ainda não se falava em “Papai Noel” com roupas vermelhas e brancas, como temos hoje, mas já existia a figura do São Nicolau, um precursor do fofinho Santa Claus, que usava um grande casaco marrom, chapéu verde e trazia um grande saco de brinquedos nas costas. Ele era tido como um mensageiro do Menino Jesus, que trazia bençãos para a família na noite de Natal. Os enfeites eram feitos bem ao estilo Do It Yourself, especialmente pelas mães e suas crianças.

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– Bem antes de dezembro, nozes começavam a ser banhadas em tinta prateada ou dourada, bolinhas começavam a ser pintadas, cortavam-se enfeites de papel cartão e correntes de papel colorido. Frutas coloridas e pacotes de doces também eram pendurados nos galhos. Milho de pipoca era misturado a corante e as pipocas, unidas uma a uma com linha de costura para criar um cordão decorativo – conta Pauline.

“A CHRISTMAS CAROL” E “THE NUTCRACKER”

Quem nunca ouviu falar da história de um senhor egoista chamado Scrooge que só pensava em dinheiro e que na véspera de natal recebe a visita de três espíritos, do passado, presente e futuro? Com diversas versões contemporâneas, o conto “A Christmas Carol” foi publicado em pleno período victoriano, no ano de 1843, pelo escritor inglês Charles Dickens e é talvez o maior clássico natalino de todos os tempos.

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Animação do conto “A Christmas Carol” feita pela Disney

 

Mas não podemos deixar de citar também a linda história O Quebra-Nozes, publicada pelo escritor alemão E.T.A. Hoffmann, em 1816, mas que ganhou o mundo quando Tchaikovsky compôs o ballet desta história, 1892.

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The London Royal Ballet encenando The Nutcracker

 

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